ADRIANO BATISTA (VÍDEO)

JULHIA MARQUETI (TEXTO)

REGINA SANTOS (ÁUDIO)

 

THAIS VIZARI (FOTO)

27 de novembro de 2019

De palco de memoráveis acontecimentos à condição de "elefante branco"

DA ASCENSÃO AO QUASE ESQUECIMENTO

     

     O Estádio Municipal Paulo Constantino é considerado o terceiro maior estádio do estado de São Paulo.

       Apesar da grande capacidade espacial para acomodar o público e dos momentos marcantes para a história do futebol brasileiro, o Prudentão não recebe uma partida envolvendo um clube grande da capital paulista desde o confronto entre Palmeiras e Água Santa, em março de 2016.

     Ao longo dos últimos anos, o estádio passou a receber partidas apenas de futebol amador e de jogos da 4ª divisão do Paulistão e a colecionar interdições. Descubra nesta reportagem o passado, o presente e o futuro do palco esportivo de quase 40 anos.

A terraplanagem foi iniciada em 1979 em uma área de de aproximadamente 200.000 m² entre o Jardim Maracanã, América e Barcelona. Foto: Arquivo Paulo Constantino

    Em cidades que têm clubes de futebol profissionais em busca de ascensão, ter um estádio de grande porte é mais do que um sonho: é uma necessidade. Com essa finalidade, a administração pública municipal construiu o Estádio Paulo Constantino, no tempo em que existia o Corintians e que se cogitava a volta da Prudentina.

     Como na maioria das cidades que têm times de futebol profissional, cria-se  o sonho em ter o seu próprio estádio para sediar grandes partidas e campeonatos com referência no país. Com o Estádio Prudentão não foi diferente. 

  

       Palco de memoráveis acontecimentos, por onde passaram jogadores importantes do cenário nacional, o estádio teve sua história iniciada no palanque eleitoral.

  

     Além dos escalados acima, também fizeram parte dos convocados: o diretor técnico da Prudenco Antonio Carlos Martins, o secretário de planejamento Ricardo Terassaca e o novo presidente da Prudenco Nilson Vitale.

          “Nós estávamos trazendo algo diferente para a cidade, já que tivemos um período de futebol da cidade com o Corintians e a Prudentina. Mas ambos tinham estádios acanhados. Então a gente queria trabalhar com um projeto que pudesse trazer o desenvolvimento na parte esportiva e foi quando o prefeito Paulo Constantino teve a ideia da construção do estádio”, contou Vasconcelos, o engenheiro da obra.

            Pensado o projeto, o passo seguinte foi a escolha do local. O primeiro espaço pensado ficava no prolongamento da rua Sargento Firmino Leão, cerca de 500 metros abaixo do Santuário Nossa Senhora Aparecida, um lugar que era conhecido na época como o “Buracão da Vila Marcondes”. A ideia era que as arquibancadas fossem construídas no barranco, sem necessidade de concreto armado, nos moldes do Estádio do Café, em Londrina (PR).

 

         

 

 

 

 

          Em seu primeiro anteprojeto, em maio de 1978, os arquitetos e engenheiros propuseram inicialmente uma etapa com 35 mil lugares, com um lance parcial de arquibancadas, o campo, vestiário, cabines de rádio e televisão, torres de iluminação  e outros espaços. Uma segunda e terceira etapa das arquibancadas seriam ampliadas para 55 mil e 70 mil lugares, respectivamente.

 

         Mas, após um ano de espera, a obra enfim começava. Além da demora, outra novidade surgiria: o local não seria mais o “Buracão”. Segundo o engenheiro Vasconcelos, isso ocorreu por conta de a área ser muito povoada na época, o que ocasionava problema com o fluxo de veículos.

           Sendo assim, o escolhido foi uma chácara localizada entre os bairros Jardim Barcelona, América e Maracanã. Além do custo, outros fatores facilitaram a definição da escolha.

           “É uma área que satisfez tudo aquilo que a gente estava analisando, tipo: fluxo tranquilo, acesso tranquilo, áreas grandes para estacionamento, e não íamos atrapalhar o bom andamento de um bairro né. Hoje, Prudentão não interfere no bairro. Todos vão lá assistir um futebol, assistir um esporte e não precisa necessariamente andar por dentro do bairro”, relembra Paulo Vasconcelos, engenheiro da construção do estádio.

 

           Após a visita dos técnicos, a obra teve início pela preparação do terreno, onde foi necessário a explosão das piçarras, um tipo de solo muito decomposto. 

Arte: Julhia Marqueti

Arte: Thais Vizari

Fotos: Arquivo Paulo Constantino

 

        O valor inicial da construção foi estimado em 100 milhões de cruzeiros, e esse montante foi gasto durante o ano de 1981, quando o estádio ainda não estava concluído. Em um tempo em que não havia o Portal da Transparência, o gasto dos 100 milhões foi divulgado pela mídia: 80 milhões iniciais e a suplementação de 20 milhões, o que deu 100 milhões de cruzeiros e, a partir de então, nenhum outro valor foi divulgado, de tal forma que não se sabe o valor total da construção até os dias de hoje. 

       Em junho de 1981, a construção já contava com o campo, arquibancada de 20 mil lugares, o início da construção dos vestiários e parte do muro.

          

            De janeiro a setembro de 1982, as obras em andamento foram concluídas, os retoques finais foram feitos no começo de outubro, para a inauguração no dia 12 daquele mês.

           

      Sendo assim, no ano de 1982 ocorreu a inauguração do Prudentão. Os primeiros times que pisaram no gramado do Estádio Paulo Constantino foram o Santos Futebol Clube e um misto de jogadores do Corintians de Presidente Prudente com Grêmio Maringá, Dracena e Operário do Mato Grosso. 

           

           O primeiro  gol marcado no Estádio Prudentão foi de Paulinho McLaren, que deu a vitória para o Santos por 1 a 0. A imprensa noticiou que o jogo foi assistido por mais de 20 mil pessoas, quando algumas delas se acomodava no barranco.

            

           Além do jogo principal, uma partida preliminar entre veteranos da Prudentina e do Corintinha aconteceu, sendo finalizada com empate em 0x0. Essa partida serviu como estímulo para a possível volta da Prudentina com o futebol profissional e para o Corintians buscar a divisão da elite.

       Além daqueles que puderam acompanhar a festa presencialmente, outros puderam conhecer o Prudentão a mais de quilômetros de distância, pela reportagem do prudentino Altino Correia, pela Rede Globo de Bauru.

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O repórter Altino Correia foi o jornalista delegado pela TV Globo de Bauru para cobrir a inauguração do estádio em 12 de outubro de 1982. Foto: Arquivo Altino Correia

      Desde o dia de sua inauguração, o Prudentão recebeu 96 jogos reunindo equipes prudentinas e grandes times do futebol brasileiro, além de diversas competições nacionais e, até mesmo, sul-americanas.

          Com mais de 45 mil lugares disponíveis, o palco esportivo chamava a atenção de clubes paulistas que ainda não tinham seu próprio estádio ou passavam por obras em suas “casas”, como era o caso do Sport Club Corinthians Paulista e da Sociedade Esportiva Palmeiras, principalmente entre os anos de 2009 e 2013. Não é para menos que ambos realizaram um grande número de clássicos em Prudente.

Em 2009, o público de 44.479 torcedores presentes no Prudentão pôde ver  o 1° gol de Ronaldo na volta ao futebol brasileiro. Foto: Marcos Sanches

     Entre tantas partidas e camisas envolvidas, alguns jogos ficaram eternizados na memória, não só dos prudentinos como também do cenário nacional do futebol, como o gol de retorno de Ronaldo Fenômeno ao futebol nacional, em 2009, o 100º gol da carreira de Neymar, pelo Santos Futebol Clube, e o título de tetracampeão brasileiro, do Fluminense, ambos em 2012.

         Confira no gráfico abaixo o período com maior número de jogos oficiais no Estádio Prudentão. 

Arte: Adriano Batista

        A crescente de jogos se deu por diversos motivos aparentes, inclusive o contato direto do prefeito da época, Milton Carlos de Melo, o Tupã, diretamente com a Federação Paulista de Futebol.

 

          “Nós tivemos uma reunião com o Reinaldo Bastos, que hoje ainda é o presidente da federação, e ele nos disse na época que tinha interesse... Então nós procuramos, a partir daí, entender quais eram essas exigências. Primeiro, nós tínhamos que ter acomodações de qualidade para o torcedor. Na parte onde envolvia então os clubes, nós fizemos toda a troca do gramado, um sistema novo de irrigação, dos mais importantes, qualificado em cima dos padrões da Fifa. Nós fizemos todas as reformas dos vestiários, adaptando eles para as equipes se sentissem bem. Reformamos também dos vestiários de árbitro, nós fizemos a Sala de Imprensa que não existia no Prudentão", explica o ex-prefeito Milton Carlos de Melo (Tupã) .

            Além deste contato, a cidade se tornou sede de um clube da série A, o Grêmio Barueri, que, consequentemente, se tornou Grêmio Barueri Prudente, em 2010. Com isso, o Prudentão foi casa de diversas competições e recebeu durante todo o ano o maior número de jogos oficiais durante o período de 12 meses no estádio, sendo 37 jogos ao todo, envolvendo campeonato Paulista, Brasileiro e a Copa Sul-Americana.

​         Apesar da grande movimentação, o ano seguinte, 2011, voltou a ser um ano quieto no palco esportivo após o retorno do Grêmio Barueri para a região metropolitana de São Paulo. Na época, apenas uma partida de grande porte aconteceu, sendo ela um clássico entre Palmeiras e Corinthians que reuniu cerca de 35 mil torcedores.

       Mesmo com as poucas movimentações, o estádio prudentino ainda chamou a atenção do Comitê da Copa do Mundo de 2014, como uma das possíveis sedes do mundial. Além disso, o palco esportivo também marcou presença no Campeonato Paulista, de 2012. Ao todo, no ano foram realizadas quatro partidas grandes no local, envolvendo grandes clubes como São Paulo, Palmeiras, Santos e Fluminense.

Relembre neste vídeo momentos marcantes da história do Prudentão

          O ano de 2013 não foi muito diferente dos anteriores. O espaço que tinha como receber mais de 45 mil torcedores não passou do número de 10 mil como público pagante nos dois jogos envolvendo grandes equipes na temporada, sendo elas Palmeiras e Oeste, pela Série B do Brasileirão daquele ano, além de Santos e Fluminense, pela Série A.

      Apesar de se manter longe do foco nacional, o estádio ainda permanecia na lista de prováveis sedes de ambientação para seleções que disputariam a Copa do Mundo no país. Porém, a situação começava a se degradar e, no final de 2013, o Prudentão sofreu interdição, quando a Federação Paulista de Futebol barrou o estádio por falta dos laudos de Prevenção e Combate de Incêndio (LPCI) e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O caso só foi resolvido no início do ano seguinte.

           Em maio de 2014, apesar da confirmação de que não estaria na lista final de sedes da Copa do Mundo, o estádio prudentino recebeu mais uma partida do Campeonato Brasileiro, reunindo Palmeiras e Botafogo no mesmo gramado.

        O número de jogos grandes diminuiu até atingir a pior fase desde 2009. 2015 foi o ano em que o Prudentão passou em branco no cenário nacional. Como jogo oficial, apenas o time local, Grêmio Prudente, fez uso do espaço pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, quarto patamar do estadual. Ao todo, foram 13 partidas e seu maior público foi de 1.544 pagantes, algo totalmente diferente dos quase 45 mil que já tinham lotado o estádio do interior paulista.

           

          Em 2016, o Prudentão se preparou para o seu último jogo com um time grande até então. A população se preparou para receber Palmeiras e Água Santa, e, o estádio que foi sonhado e idealizado para grande eventos deixou de ser casa  das competições nacionais desde então.

A limpeza do estádio com capacidade para 45.954 torcedores é feita por apenas um zelador, geralmente antes de partidas do futebol amador. Foto: Thais Vizari

           Sendo assim, o Estádio Paulo Constantino se tornou casa dos jogos amadores de Presidente Prudente. Porém, antes disso, ainda sediou algumas últimas partidas dos clubes prudentinos, Presidente Prudente Futebol Clube e Grêmio Prudente, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em 2017 e, apenas do Grêmio, em 2018.

        Colecionando interdições, hoje o Prudentão tem liberado para uso apenas 20 mil assentos, mas até mesmos eles apresentam ferrugens.

 

            Em sua arquibancada amarela há infiltrações profundas, por conta de uma mina d’água que passa por baixo da construção. Seu gramado é irrigado quando têm partidas, mas não esconde os problemas de pragas existentes ali. As cabines para a imprensa foram tomadas pelos pombos e as fezes dos animais corroem o que tiver de ferro por ali, sejam escadas ou estruturas, já que a limpeza só é feita quando há algum evento, amador ou não, e apenas por uma pessoa, o zelador. Ressaltando ainda que o tamanho do estádio corresponde a um local que tem capacidade para receber até 45 mil pessoas, mesmo que não esteja apto para isso. 

 

           “O que nós temos problemas é com uma parte das arquibancadas que não estão em condição de uso, a parte central ainda está. Acontece que para você promover uma reforma naquele estádio, nós gastaríamos algo em torno de dois milhões de reais para reformar toda a arquibancada. Aí eu pergunto: para que finalidade hoje? O que grandes eventos nós poderíamos trazer para lá e quantas vezes por ano para usar toda aquela arquibancada, cabe mais de 50 mil pessoas em todo aquele estádio lá. Como é que ficaria a situação? Primeiro que da onde eu vou tirar dois milhões de reais para fazer isso? Segundo, investir dois milhões de reais e qual é depois o retorno para o município? Para ter um jogo por ano, dois, se tiver”, questiona o atual prefeito de Presidente Prudente, Nelson Bugalho.

 

          “Então hoje nós temos interditado ali mais da metade, então hoje nós temos ali liberado pelo corpo de bombeiros, treze mil lugares, que é aquela parte fechada das cadeiras. O setor amarelo e o setor verde eles então interditados”, complementa Claudinei Quirino, secretário de esportes.

Fotos: Thais Vizari

Ouça na integra a resposta:

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Arte: Thais Vizari

Arte: Thais Vizari

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Ouça na integra a resposta:

Arte: Adriano Batista

Arte: Adriano Batista

Arte: Thais Vizari

Ouça na integra a resposta:

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Arte: Thais Vizari

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Ouça na integra a resposta:

Veja no vídeo a seguir as condições em que o estádio chegou

 O Prudentão pode voltar ao cenário do futebol profissional em 2020, graças aos esforços dos clubes Grêmio Prudente e PPFC. Foto: Thais Vizari

          Com tantos motivos aparentes, as soluções vão pelo caminho contrário. Poucas são encontradas e colocadas como sugestões para que o futuro do Estádio Prudentão seja diferente do presente.

Acompanhe no vídeo a seguir algumas sugestões para o melhor uso do Prudentão

REPERCUSSÃO DO PRUDENTÃO NA MÍDIA EM 2019

          Ao longo deste ano, 2019, os autores desta reportagem multimídia acompanharam a repercussão do estádio na imprensa nacional.

          Logo no início do ano, em janeiro, o Santos F.C planejou  trazer jogos para o Prudentão, como publicado pelo Portal Lance. Na época, a Vila Belmiro passava por reformas. Porém, interditado desde o final de 2018, o local não estava apto para receber partidas de times profissionais e passou em branco, mais uma vez. 

         No dia 7 de março, o Prudentão teve abordagem na matéria do jornal Folha de S. Paulo. Na ocasião, o autor Luiz Cosenzo destacou o abandono do local e o valor da manutenção do espaço que girava em torno de R$ 1,5 milhão. Na reportagem é destacado o último jogo de futebol profissional que ocorreu no estádio: há mais de um ano, em julho do ano passado, pela quarta divisão do futebol paulista. 

         Após seis meses, no início de setembro, o Prudentão foi alvo da Justiça por meio de um processo que envolve danos aos cofres públicos de Presidente Prudente. Neste, o TJ-SP condenou o ex-prefeito Tupã, o ex-secretário de Obras e Serviços Públicos Alfredo Penha, o servidor público Adauto Bibiano da Silva Júnior, o empresário Reilson Duque e a Provence Construtora LTDA., em relação a contratações indevidas de serviços para estádios de futebol no município. O dano apontado na matéria do portal GloboEsporte/TV Fronteira.com foi de quase R$ 250 mil. 

         Pelo IG Esportes, poucos dias após, o estádio do Oeste Paulista apareceu como uma das soluções para o futebol profissional no próximo ano. Isso aconteceu devido ao fato de que o Estádio do Pacaembu não estava em condições para receber partidas por, pelo menos, dois anos. 

         Em outubro, as boas notícias para o Prudentão continuaram no noticiário local. De acordo com o Globo Esporte, após a oficialização do Grêmio Prudente no futebol profissional de 2020, o clube se uniu  com o Presidente Prudente Futebol Clube para realizar uma força-tarefa com o objetivo de liberar o estádio parcialmente para eventos da Federação Paulista de Futebol (FPF).

         Ainda segundo o Portal, o primeiro passo do Grêmio Prudente foi realizar o pagamento da taxa para que a vistoria da FPF ocorresse no local. Por parte da prefeitura, por meio da Secretaria de Esportes, o objetivo é providenciar os laudos que são necessários para a liberação, sendo o do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária.

 

    A vistoria foi realizada pela FPF, por meio do engenheiro Luiz Fernando Paiva Vella, no dia 18 de outubro, conforme noticiou o Globo Esporte. O objetivo foi apontar as manutenções necessárias. A Prefeitura esteve no local na referida data para acompanhar os trabalhos e informou que projeta ter os laudos prontos em janeiro do ano que vem.

 

AUTORES

Esta reportagem é a peça prática do Trabalho de Conclusão de Curso: Estádio Prudentão: de memoráveis acontecimentos à condição de elefante branco, desenvolvido na Faculdade de Comunicação de Presidente Prudente, no período de agosto de 2018 a novembro de 2019. 

Orientador: Prof. Me. Homéro Ferreira

Membros da Banca de Qualificação: Prof. Dra. Thais Sallum Bacco e Prof. Me. Luiz Carlos Dale Vedove

Adriano Batista

Regina Santos

reginasantoscustodio@gmail.com

@jornalista.do.agro

Julhia Marqueti

julhiamarquetii@gmail.com

@jumarqueti_

Thais 

Vizari

tvizary@gmail.com

@vizhais

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